sábado, 27 de fevereiro de 2010

E já lá vão 2 aninhos....

O tempo passa....
veloz, numa corrida desenfreada
fechamos os olhos
e já passaram segundos, minutos, dias, meses, anos,
sem darmos conta ...
por ele passamos
sempre pensando e desejando
que ele não passe ...
mas os momentos ficam
perduram,
gravados na nossa lembrança e
sempre no nosso coração ....
talvez um dia
já de cabelos brancos
ainda tenhamos a mesma sensação
de crescer, viver e gozar
momentos, minutos, segundos
como se por eles não tivéssemos passado
nem brincado ou gozado,
apenas desfrutando a emoção
do amor que é sentir-te para sempre
no nosso coração!!!

No dia do teu aniversário, postado tarde, pois claro, mas sempre a tempo ;)
bjs

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sob o olhar de uma criança

O mundo fica mais fácil sob o olhar de uma criança...
Uma criança olha para algo naturalmente, sem reservas nem tabus; olha para uma pessoa sem análise nem expectativas... mas sempre de uma forma viva, curiosa e sobretudo 'positiva'.
No olhar de uma criança não encontramos reprovação ou rejeição; os seus olhitos pequeninos reflectem a esperança de algo que acabam de descobrir e que anseiam possuir, seja a que preço for.
Já alguma vez se sentiram observados por uma criança? A que pensamento leva aquele olhar tão puro e sincero? Algumas vezes até podem vir acompanhados de alguma malandrice, mas sempre, sempre, o olhar de uma criança encerra uma esperança.
Já pensaram como seria o vosso mundo se olhassem para ele como se fossem crianças? Seria bem mais simples, não?!
Podemos exercitar o nosso olhar, por conseguinte, a nossa vida, mas acho difícil lá chegar; jamais voltaremos a ter a pureza de sentimentos que transmite ao olhar aquela serenidade capaz de tranquilizar o mais inquieto dos corações.
Gosto de observar os olhares, ainda mais os das crianças, e ainda muito mais o do meu filhote lindo, cujo olhar é uma imensidão de curiosidades por saciar.
Um olhar de uma criança para a sua mãe é muito mais ainda do que um simples olhar, é a certeza de que o mundo cabe perfeito naquela ilusão, sob o colorido de pestanas ainda pueris, numa pintura de aguarelas que nasce a cada momento.
É indescritível a sensação de quando aquele olhar se volta para nós... tanta vezes preocupados em satisfazer desejos, anseios ou resolver contendas, esquecemos simplesmente de apreciar e gozar o momento de sermos tudo; sim, porque sob o olhar de uma criança todos nós somos gigantes, podemos tudo, sabemos tudo (mesmo quando chamamos anão a alguém que não o é ;) e somos tudo, definitivamente tudo!!!
Que bom que é ter um olhar assim.... e que pena que é perdermos essa capacidade de olhar, tão sincera, tão pueril e de bagagens vazias.
Bjs

domingo, 29 de novembro de 2009

A dificuldade do ponto final...

Uma das coisas boas da escrita é que, indiscutivelmente, pode parabolizar tudo e mais alguma coisa.
Esta vez a 'minha' reflexão recai sobre o ponto final (.)
Para quem escreve regularmente não é difícil perceber o quão difícil é utilizar o ponto final, e ainda mais o ponto final, parágrafo. É o fim de algo, para se iniciar outro tema, ou até voltar atrás na catarse da história. Mas, esse ponto significa sempre uma mudança, seja em que direcção for, e por isso mesmo, é uma decisão difícil de tomar, e um sinal de pontuação carismático.
Pessoalmente não costumo ter dúvidas nas vírgulas, no ponto e vírgula, dois pontos, (adoro as reticências, que deixam ao imaginário de cada um o que cada pontinho pode conter...); mas o ponto, o final, meus amigos, esse é difícil mesmo. Para mim parece sempre que algo chegou ao fim, e ainda com tanto por dizer; depois é a sequência que não se enquadra e o fio da meada por vezes torna-se difícil de retomar.
Se olharmos para a vida, em geral, também é assim: é duro colocar um ponto final, seja em que situação for; ou porque não se quer, ou porque não se está preparado ou porque implica o sofrimento de alguém... é difícil, significa respirar e passar adiante! ou seja, terminar um ciclo e começar outro; uma viragem, mesmo que não seja para outra 'margem'.
Para mim chegou agora o momento desse ponto final, em assunto tão banal que talvez até valesse a pena apostar num ponto e vírgula ou em reticências. Mas não, a opção é mesmo o 'ponto final parágrafo'!!!
A ideia é iniciar um outro ciclo, quebrar as amarras do passado, numa tentativa desumana de esquecer o que tanto me deu e enriqueceu. Não me posso queixar: os meus sonhos de menina cumpriram-se todos: fui bailarina, hospedeira de bordo, professora, entre outras actividades que tanto prazer me deram; até fui noiva, com direito a anel, vestido comprido e tudo o mais, tive um cão, o melhor cão do mundo (que era o meu e tantas saudades me deixa), a minha casinha (finalmente) em Lisboa, viajei por tantos lugares e fui a Sevilha vezes sem conta... O desfecho de tudo isto pouco importa, pois o que fica sempre é a sensação de que 'eu passei por lá' :)
Fui menina e moça, agora sou mãe, cumprindo o maior sonho e bênção de todo o sempre, com tudo o que isso implica e significa.
O que serei, o que farei daqui em diante logo se verá... aprende-se com a idade, e talvez até melhor com a maternidade, de que os planos não se vão fazendo, mas vivendo. As aventuras continuam a ser muitas, as surpresas outras tantas, as venturas e desventuras sucedem-se umas após outras, mas a compensação está sempre lá: aquele amor que não tem medida nem porquês e se revê num sorriso inocente!!!
Estão a ver o que acontece quando se usa o ponto parágrafo? Acabei por viajar por outras ideias que nem tinha intenção de abordar. E, afinal, o ponto final? Em quê? Deixem lá isso, que pouco importa, e faz parte de uma pequena parte do que fui. Muitos saberão do que falo, outros nem por isso; mas não faz mal, pois é assim mesmo que deve ser: deixar-vos apenas a sensação: o amargo de boca que deixa, o salgado sabor de uma lágrima e a esperança de que o virar de página que me aguarda do outro lado traga a devida compensação ou, pelo menos, a paz :)
Se assim não for, então é porque não é suposto ser assim, e então haverá lugar à resignação - essa palavrinha tão cheia de significado.
Tenho dito. (ponto final, mesmo)
Bjos

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As funções da escrita

A escrita, por si só, não é nada, se não vier encarregada de uma missão: fazer rir, chorar, criar sentimentos de angústia, surpresa, suspense, raiva... são artes e artimanhas que prendem o leitor à escrita e o escritor ainda mais à sua vontade de escrever.
Há quem se reveja em determinados textos, há que se identifique, quem se glorifique e, inclusive, quem se irrite; mas aí reside o deleite do escritor - saber que as suas palavras suscitam emoções, ainda que, em grande maioria, refreadas e desconhecidas.
Neste blog, como em qualquer outro, imagino, o próprio autor pode escrever sobre aquilo que lhe apetecer, sobre quem quiser, utilizando a sua liberdade de escrita, embora tentando não ferir ou nomear seja quem for (pelo menos não é esse o meu propósito).
Mas também como em qualquer blog, existe uma secção de 'comentários' para ser usada (e ninguém pode dizer que alguma vez comentou e o autor não autorizou a sua publicação). É isso que dá vida a um blog, e à escrita, são as opiniões, os acordos e os desacordos, as alegrias e até as lágrimas que se arrancam dos corações mais endurecidos.
O meu recente texto sobre o futebol, por exemplo, motivou algumas reacções, é certo, mas ninguém ousou comentar! é pena, pois poderia ser a forma de me fazerem entender ou demover da minha posição 'extremista, de ódio, mesmo' (pelo menos na interpretação da minha amiga Carine) pelo futebol.
Usem e abusem dos comentários, até porque gosto de sentir o retorno das minhas singelas palavras ;)
Eu vou continuar a escrever, gostem ou não, sobre os temas que me apetecer, em dias sim, em dias não, sempre com a lágrima no canto do olho, o sorriso nos lábios e a saudade no coração, conforme os dias, as horas, ou a motivação...
Bjs

Noblesse oblige :)

Nem só de tristezas ou temas angustiosos vive este blog; também aqui se faz a apologia da beleza, da saudade, dos amigos, das alegrias, de sítios lindos para conhecer, etc.
E como o título diz: 'noblesse oblige'... e obriga mesmo a um agradecimento pela surpresa que me proporcionaram o meu irmão, a minha cunhada, as alunas e as amigas que lá estiveram. É verdade, foi a minha primeira vez, e como qualquer 'primeira vez' que se preze, teve um sabor especial. Claro, contou com o factor distância, com a insuspeição e a discrição de quem sabia do 'arranjinho': estive em Lisboa há poucos dias, e por muito poucos dias; o tempo nunca é suficiente para se fazer tudo o que se gostaria, ver todas as pessoas que se faria questão de ver ou mesmo para um passeio solitário ou um programa a 'dois'; deixei de fazer planos, há muito, para estas visitas relâmpago, pois acabava sempre com o sabor amargo da insatisfação de não conseguir cumprir tudo e da desilusão daquilo que nem sequer se poderia vir a fazer. Por isso, quando não se fazem planos, o que surgir é lucro, mas lucro mesmo!
Alguma vez iria imaginar que aquele jantar só para nós, família, iria reunir um tão simpático grupo de amigos/as que, obviamente, estava longe de encontrar (pelo menos desta vez)?! A noite foi agradável, a companhia excelente, o repasto de comer e chorar por mais, Santiago radiante da vida e até o kikinho deu um arzinho de sua graça ;) Que mais se poderia desejar?! Uma noite feliz e para sempre recordar. Como é bom sermos surpreendidos... Agora já posso dizer que as festas surpresa não acontecem só nos filmes! No filme da minha vida, a surpresa aconteceu e, podem crer, valeu, valeu, valeu!!! :)
Obrigada a quem esteve presente, a quem organizou e a quem foi 'cúmplice', que permitiu estampar na minha alma uma bonita recordação e no meu coração um sorriso de felicidade.
Bem hajam.
Bjs

sábado, 14 de novembro de 2009

Qual Joaquim Cortés ;)

Muito se fala da influência que sofrem os bebés enquanto na barriga das suas mães... aquilo que sentem, pensam, o que fazem ou dizem, mesmo os sonhos ou ambições; cada vez mais são mais as pessoas que dizem ser positivo ouvir muita música clássica, pois tranquiliza o bebé e dá-lhe referências posteriores para 'educar o ouvido'.
Pois eu cá, na minha gravidez, fiz de tudo um pouco, ouvi música de todos os géneros e dancei que me fartei, durante longas horas, em aulas, espectáculos, festas, fora de horas mesmo.
Lá tranquilo ele não nasceu, não senhor, e continua bem agitado... mas adora tudo o quanto é música, ritmo; aproveita tampas de panelas ou caixinhas para extrair sons e delira com música espanhola (sabe-se lá porquê ;). Adora ver-nos dançar e já imita alguns passos dos que vê em vídeos na tv; e agora que começa a dizer as primeiras palavras, já começa a entoar melodias, como se quisesse cantar.
É engraçado, mas curioso, ao mesmo tempo, pensar o que leva um ser tão pequenino a evidenciar as suas preferências musicais desde tão cedo e, por outro lado, leva-nos a certezas de que, de facto, ainda na barriga de suas mães, os bebés são mesmo influenciados (para o bem e para o mal).
Seja como for, o nosso Santiago é a alegria da casa e dança até não poder mais, enchendo de orgulho os pais babados e os demais que têm o prazer de assistir...
Vá lá, para não dizerem que guardo tudo para mim, aqui fica a partilha, com todos vós, do último registo do 'bailaor Santiago' :)
Bjs

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ai a falta de tempo....

Este blog nasceu com a função de ocupar algum do meu tempo livre.... mas já lá vai o tempo, é verdade, em que tinha esse tempo tão livre que me permitia vagar e divagar ;)
Os pensamentos ainda andam por aí, pululam os temas e a vontade é sagaz, mas a disponibilidade cibernáutica é menor, tornando mais difícil as actualizações.
Apenas uma palavrinha para sossegar os que me lêem (mais para me sossegar a mim, diga-se), pois o blog não está esquecido. Volta meia volta hei-de cá vir, deixando o testemunho de uma ou outra alegria, uma ou outra tristeza, lá dependendo dos dias.
Por terras helvéticas o frio já se faz sentir, o vento sopra, lembrando que é tempo de retirar das caixas os cachecóis e as luvas, mais as botas e toda a parafernália de artefactos contra o gelo ;) Como é rápida a passagem do bom tempo ao Inverno; ainda que sempre anunciado, parece nunca acreditarmos que ele irá chegar, e por isso mesmo no dia que ele chega nunca estamos a contar. É assim, mas quase para tudo, não é verdade?!
Mas, enfim, com o Inverno chegam também as castanhas, a neve, e o Natal. Pois é, não tarda nada estamos de volta às lojas e às luzinhas, à azáfama das filhoses e do bacalhau. Com o Inverno vem também o chocolate quente, o maravilhoso fondue de queijo e porque não uns assadinhos na lareira.
Que delícia! Afinal sempre há um lado positivo em tudo...
Eu gosto do frio, gosto do Inverno, dos dias que se tornam noite tão mais cedo, dos casacos quentinhos e roupas felpudas. Não sei, mas deve ser pela sensação do 'aconchego' que tudo isso proporciona :)
Bjos